quinta-feira, 19 de julho de 2007

Copa América – Balanço

Com justiça ou não, a verdade é que foi mesmo o Brasil quem ganhou a Copa América 2007. Se a essa vitória acrescentar-mos que ganhou na final por 3-0 á rival Argentina, mesmo abdicando de Kaká, Ronaldinho, Adriano, Ronaldo, entre outros, qualquer um diria que foi um grande Brasil aquele que venceu o torneio na Venezuela. Mas não foi bem assim.

Tal como comenta a imprensa brasileira, nem mesmo Dunga esperaria ter na final um jogo tão bem conseguido. Com a derrota no primeiro jogo contra o México, vieram as críticas, de todos os cantos do mundo, para a equipa técnica brasileira, para o seu estilo de jogo e aos seus jogadores. Apesar de todas as contrariedades e mau clima o Brasil acabou por vencer o torneio frente á super-favorita Argentina, que teve um percurso perfeito até chegar á final, ganhando todos os jogos e praticando um futebol de alto nível. Dunga conseguiu retirar o melhor de Júlio Baptista, conseguiu unir o plantel sobe o comando de Gilberto Silva, contou com o contributo (e de que maneira!) de Robinho e o Brasil levou a taça! A Argentina apresentou-se na competição com um Messi em clara evolução, estando já entre os melhores jogadores do Mundo, com um Riquelme em grande forma (por culpa da responsabilidade e influência que ele tanto precisa para brilhar), com um reciclado Verón que não perdeu as suas grandes qualidades de passe e temporização de jogo, com uma dupla Mascherano-Cambiasso a destruir tudo o que por ali tentava passar, com um Zanetti a mostrar que ainda é dos melhores do mundo na sua posição e com um Gabriel Milito a mostrar o porquê do FC Barcelona investir nele, entre outros.

O México garantiu o terceiro lugar na prova, justíssimo diga-se, através de um bom futebol de equipa e de um treinador que sabe transmitir muita união e sentido de responsabilidade aos jogadores que coloca em campo. Destacaram-se Castillo (que grande avançado que está aqui! Muito móvel, gosta de provocar os adversários e não tem medo de ir para cima deles, procura golos, faz assistências…), Andrés Guardado mostrou que está mais experiente e influente do que o miúdo que era no Mundial da Alemanha, Omar Bravo e Blanco acrescentam um toque da picardia sul-americana ao ataque. O Uruguai fez também uma boa prova, liderados por Lugano, Pablo Garcia e Forlán, a verdadeira surpresa foi o goleador Abreu.

Robinho foi (com toda a justiça, afinal foi o maior responsável pela vitória do Brasil) o melhor jogador e melhor marcador e regressa assim a Madrid com as baterias recarregadas de motivação, ele que bem precisa de quem lhe dê carinho e o encoraje a jogar tudo o que sabe…

1 comentário:

Rodri disse...

Vimos mais uma vez a diferença que ocorre quase sempre entre Brasil e Argentina.

O Brasil, de uma forma global, jogou mal, vivendo qause exclusivamente da inspiração de Robinho (à falta de outros desiquilibradores habituais). A Argentina foi fazendo boas exibições, consistentes e regulares, formando uma verdadeira equipa.
Na final, viu-se uma Argentina nervosa, pouco unida e mal preparada para a vitória. Veio talvez ao de cima a desconfiança que os argentinos têm na sua seleção e selecionador. Quando metade dos adeptos odeia Riquelme e a outra metade odeia Veron, dois dos titulares, nunca se pode conseguir grande apoio...
O Brasil em compensação foi a equipa que não conseguiu ser antes e fez auqilo que melhor sabe: jogar à bola.

O México é aquela equipa regular, que vai jogando bem, mas que raramente ganha aos "grandes" e por isso o 3º lugar n é de estranhar. O Uruguai foi talvez a maior surpresa da prova.

[]