«O Real Madrid não quis o Pepe por dois milhões de euros e agora pagou 30 milhões.»
Quem o diz é Carlos Queiroz, em entrevista ao jornal A Bola. Conta o agora adjunto no Manchester United que quando estava no Real Madrid á quatro anos atrás recomendou a contratação de um tal jogador do Marítimo que tinha "fortes possibilidades de progressão" e que custaria ao clube 2 milhões de euros. A resposta que lhe foi dada foi que "os defesas não vendia camisolas".
Quatro anos mais tarde, esse tal jogador custou 30 milhões aos merengues.
Afinal parece que o treinador português até sabia umas coisas...
terça-feira, 31 de julho de 2007
O Êxodo
Esta época verificou-se um verdadeiro êxodo no campeonato português. Ok, todos os anos há “êxodos” de jogadores a sair do país. Mas desta vez saíram muitos dos melhores jogadores que jogavam nestas bandas!
Vejamos isto como uma equipa:
Guarda-Redes:
Ricardo (Titular da Selecção Nacional, um dos melhores guarda-redes do último Mundial e uma referência no nosso país)
Defesa:
Caneira (indiscutível no Sporting, pela polivalência e determinação)
Ricardo Costa (embora tenha saído pela porta pequena e para um clube de menor dimensão, continua a ser um bom activo para o futebol português)
Pepe (não há muito a dizer, penso que 30 milhões já explica muita coisa…)
Tello (era um dos melhores defesas-esquerdos a jogar em Portugal).
Meio-campo:
Custódio (ex-capitão do Sporting, chegou a ser convocado para a selecção A para jogar contra o Egipto, mas não jogou porque se lesionou)
Simão (símbolo máximo do Benfica, a sua saída deixa no nosso campeonato claramente mais fraco)
Nani (uma das maiores esperanças do país)
Anderson (aposto que ainda vai ser dos melhores, senão o melhor jogador do Mundo)
Ataque:
Miccoli (o bombardeiro vai deixar muitas saudades na Luz…)
Zé Carlos (o Zé do Gol é um avançado que muito aprecio, não dá uma bola como perdida e penso que a sua saída enfraquece um pouco o Braga…)
Banco:
Baía (o jogador mais titulado do Mundo retirou-se).
Miguel Garcia (tem um bom registo de internacionalizações nas camadas jovens)
Nivaldo (boa época de estreia no campeonato português, era inclusivamente seguido pelo FC Porto)
Luís Loureiro (decidi incluí-lo pela simples razão de já ter sido várias vezes internacional pela nossa selecção)
Ibson (continuo a achar que tem talento, pena ser “molengão”…)
Karagounis (agora que estava definitivamente a ganhar espaço no Benfica…)
Carlos Martins (o rebelde decidiu procurar a sorte noutras paragens)
Filipe Teixeira (tantas vezes falado como possível reforço do Benfica, partiu para Inglaterra e até já fez 2 golos na estreia…)
Diego (o ex-Braga aventurou-se em Espanha, esperamos que tenha sorte no Atlético..ou quem sabe voltará a Portugal brevemente…)
Se por um lado alguns destes jogadores partem para os gigantes da Europa (Real Madrid, Manchester United) muitos outros preferem dar destinos ás suas carreiras no mínimo questionáveis (Dínamo de Moscovo, Real Bétis, jogar no Chipre…). Espero que não se arrependam. É claro que todos os profissionais (seja em que ramo for) têm direito a ambicionar ganhar mais dinheiro do que ganham actualmente. Mas ás vezes mais vale ganhar hoje menos e aprender mais umas coisas, antes de partir definitivamente á conquista do sucesso.
Vamos ver como vai ficar o nosso campeonato. Para já depositam-se muitas esperanças nos reforços Leandro Lima, Farias, Stepanov, Purovic, Stojkovic, Vukcevic, Cardozo, Adu, Di Maria e até Evandro Roncatto e Makukula,entre tantos outros. Uns de nome reputado, outros completamente desconhecidos, todos com esperança de vingar em território luso. Alguns até já com a cabeça no Chelsea…
Vejamos isto como uma equipa:
Guarda-Redes:
Ricardo (Titular da Selecção Nacional, um dos melhores guarda-redes do último Mundial e uma referência no nosso país)
Defesa:
Caneira (indiscutível no Sporting, pela polivalência e determinação)
Ricardo Costa (embora tenha saído pela porta pequena e para um clube de menor dimensão, continua a ser um bom activo para o futebol português)
Pepe (não há muito a dizer, penso que 30 milhões já explica muita coisa…)
Tello (era um dos melhores defesas-esquerdos a jogar em Portugal).
Meio-campo:
Custódio (ex-capitão do Sporting, chegou a ser convocado para a selecção A para jogar contra o Egipto, mas não jogou porque se lesionou)
Simão (símbolo máximo do Benfica, a sua saída deixa no nosso campeonato claramente mais fraco)
Nani (uma das maiores esperanças do país)
Anderson (aposto que ainda vai ser dos melhores, senão o melhor jogador do Mundo)
Ataque:
Miccoli (o bombardeiro vai deixar muitas saudades na Luz…)
Zé Carlos (o Zé do Gol é um avançado que muito aprecio, não dá uma bola como perdida e penso que a sua saída enfraquece um pouco o Braga…)
Banco:
Baía (o jogador mais titulado do Mundo retirou-se).
Miguel Garcia (tem um bom registo de internacionalizações nas camadas jovens)
Nivaldo (boa época de estreia no campeonato português, era inclusivamente seguido pelo FC Porto)
Luís Loureiro (decidi incluí-lo pela simples razão de já ter sido várias vezes internacional pela nossa selecção)
Ibson (continuo a achar que tem talento, pena ser “molengão”…)
Karagounis (agora que estava definitivamente a ganhar espaço no Benfica…)
Carlos Martins (o rebelde decidiu procurar a sorte noutras paragens)
Filipe Teixeira (tantas vezes falado como possível reforço do Benfica, partiu para Inglaterra e até já fez 2 golos na estreia…)
Diego (o ex-Braga aventurou-se em Espanha, esperamos que tenha sorte no Atlético..ou quem sabe voltará a Portugal brevemente…)
Se por um lado alguns destes jogadores partem para os gigantes da Europa (Real Madrid, Manchester United) muitos outros preferem dar destinos ás suas carreiras no mínimo questionáveis (Dínamo de Moscovo, Real Bétis, jogar no Chipre…). Espero que não se arrependam. É claro que todos os profissionais (seja em que ramo for) têm direito a ambicionar ganhar mais dinheiro do que ganham actualmente. Mas ás vezes mais vale ganhar hoje menos e aprender mais umas coisas, antes de partir definitivamente á conquista do sucesso.
Vamos ver como vai ficar o nosso campeonato. Para já depositam-se muitas esperanças nos reforços Leandro Lima, Farias, Stepanov, Purovic, Stojkovic, Vukcevic, Cardozo, Adu, Di Maria e até Evandro Roncatto e Makukula,entre tantos outros. Uns de nome reputado, outros completamente desconhecidos, todos com esperança de vingar em território luso. Alguns até já com a cabeça no Chelsea…
A moda das torres de área
Parece que a moda pegou de vez: quase todas as equipas têm (as que não têm procuram) um jogador alto para a frente de ataque. Muito alto!
Depois do sucesso de alguns jogadores como Peter Crouch (Liverpool) ou Zigic (Racing Santander) esta época tornou-se ainda mais nítida a procura a este tipo de torres de área. Os grandes de Portugal juntaram-se á festa e contrataram Edgar (FC Porto, 1.90 m), Milan Purovic (Sporting CP, 1.93 m) e Óscar Cardozo (SL Benfica, 1.93 m).
Estes jogadores podem ser muito úteis para algumas condições de jogo: contra equipa fechadas em que se têm de “bombear” bolas para a área adversária á espera que alguém cause desequilíbrios; para os minutos finais daqueles jogos em que se tem mesmo de ganhar, esperar que esses jogadores ganhem uma bola dividida por exemplo.
Estes avançados são também vistos muitas vezes como jogadores para abrir espaços para outros jogadores, nomeadamente quando se joga com dois avançados (caso de Purovic no Sporting e de Cardozo no Benfica).
Vamos ver no que dá...
Depois do sucesso de alguns jogadores como Peter Crouch (Liverpool) ou Zigic (Racing Santander) esta época tornou-se ainda mais nítida a procura a este tipo de torres de área. Os grandes de Portugal juntaram-se á festa e contrataram Edgar (FC Porto, 1.90 m), Milan Purovic (Sporting CP, 1.93 m) e Óscar Cardozo (SL Benfica, 1.93 m).
Estes jogadores podem ser muito úteis para algumas condições de jogo: contra equipa fechadas em que se têm de “bombear” bolas para a área adversária á espera que alguém cause desequilíbrios; para os minutos finais daqueles jogos em que se tem mesmo de ganhar, esperar que esses jogadores ganhem uma bola dividida por exemplo.
Estes avançados são também vistos muitas vezes como jogadores para abrir espaços para outros jogadores, nomeadamente quando se joga com dois avançados (caso de Purovic no Sporting e de Cardozo no Benfica).
Vamos ver no que dá...
sábado, 21 de julho de 2007
A liderança de uma equipa
Quando olho para o FC Porto e para o Sporting CP actuais deparo-me com aquilo que me parece uma crise de liderança em campo.
Comecemos pelo campeão nacional: Com a saída de Baía perdeu-se o grande símbolo de lealdade ao clube, o líder do balneário, o exemplo para os mais novos (tantas vezes que o prodígio Anderson correu para Baía para o abraçar depois de cada golo!); Pepe era um inegável líder em campo, pela determinação que colocava em cada bola, pelo incontável número de vezes em que foi ele quem pegou na bola e avançou com ela controlada criando oportunidades de golo, era um capitão sem braçadeira; Ricardo Costa, sendo muito ou pouco utilizado, era um símbolo da ascensão de um jovem no clube, ele que era uma grande promessa nacional em quem José Mourinho depositou a responsabilidade de representar o FC Porto na altura da entrega do Taça Uefa numa cerimónia oficial da Uefa, porque era, segundo Mourinho, “o futuro capitão do clube” e por fim Pedro Emanuel, que para mim é um grande líder, uma figura do profissionalismo e da experiência, mas que devido á longa lesão, creio ter perdido alguma da sua influência no grupo, como acontece com tantos dos jogadores que se lesionam gravemente e isso inevitavelmente os afasta da equipa. Por muito contacto que continuem a ter nos treinos e nas sessões de recuperação dessas lesões, não há nada como o jogo, ou até os jogos de grande nível, para unir uma equipa e destacar os seus verdadeiros líderes.
Se a isto juntar-mos a demonstrações recentes de Bruno Alves em como não está assim tão preparado para ser um dos capitães, á provável saída de Lucho, á provável saída a médio-prazo de Paulo Assunção do onze em detrimento de Mário Bolatti, torna-se um caso de falta de liderança no plantel.
No Sporting, penso que a saída de vários jogadores portugueses fez com que se perde-se um pouco da identidade do clube, porque o facto de ter muitos portugueses era algo que já estava muito ligado ao Sporting nos últimos tempos. Saíram os capitães Custódio e Ricardo, mas penso que a saída que mais “mossa” pode fazer é a de Caneira. O defesa do Valência CF era um dos líderes naturais em campo. Não se encolhia de nenhuma bola e ralhava com tudo e com todos se fosse preciso. Exigia o máximo de concentração e aplicava-se ao máximo por cada lance. É daqueles jogadores que sentia a camisola. Penso que os seus berros podem fazer falta a Veloso, Abel, etc. Ainda mais com a entrada do guarda-redes Stojkovic, Caneira seria fundamental para ajudar o sérvio no comando da defesa.
Em Portugal não se liga muito a esses tais líderes em campo. Olhamos para Itália, onde cada jogador joga até perto dos quarenta anos e onde vemos muitos defesas com trinta e muitos anos a jogarem com regularidade, pela liderança e sentido de equipa que entregam ao jogo. Olhamos para Inglaterra, onde muito jogadores estão anos e anos na mesma equipa e vêm os seus colegas da defesa, do meio-campo ou do ataque mudar e eles a continuarem intocáveis, a ensinarem os mais jovens a cultura do clube e da própria liga.
Porque o futebol não é só o que se vê dentro de campo.
Um jogo ganha-se em campo.
Um campeonato ganha-se no balneário.
Comecemos pelo campeão nacional: Com a saída de Baía perdeu-se o grande símbolo de lealdade ao clube, o líder do balneário, o exemplo para os mais novos (tantas vezes que o prodígio Anderson correu para Baía para o abraçar depois de cada golo!); Pepe era um inegável líder em campo, pela determinação que colocava em cada bola, pelo incontável número de vezes em que foi ele quem pegou na bola e avançou com ela controlada criando oportunidades de golo, era um capitão sem braçadeira; Ricardo Costa, sendo muito ou pouco utilizado, era um símbolo da ascensão de um jovem no clube, ele que era uma grande promessa nacional em quem José Mourinho depositou a responsabilidade de representar o FC Porto na altura da entrega do Taça Uefa numa cerimónia oficial da Uefa, porque era, segundo Mourinho, “o futuro capitão do clube” e por fim Pedro Emanuel, que para mim é um grande líder, uma figura do profissionalismo e da experiência, mas que devido á longa lesão, creio ter perdido alguma da sua influência no grupo, como acontece com tantos dos jogadores que se lesionam gravemente e isso inevitavelmente os afasta da equipa. Por muito contacto que continuem a ter nos treinos e nas sessões de recuperação dessas lesões, não há nada como o jogo, ou até os jogos de grande nível, para unir uma equipa e destacar os seus verdadeiros líderes.
Se a isto juntar-mos a demonstrações recentes de Bruno Alves em como não está assim tão preparado para ser um dos capitães, á provável saída de Lucho, á provável saída a médio-prazo de Paulo Assunção do onze em detrimento de Mário Bolatti, torna-se um caso de falta de liderança no plantel.
No Sporting, penso que a saída de vários jogadores portugueses fez com que se perde-se um pouco da identidade do clube, porque o facto de ter muitos portugueses era algo que já estava muito ligado ao Sporting nos últimos tempos. Saíram os capitães Custódio e Ricardo, mas penso que a saída que mais “mossa” pode fazer é a de Caneira. O defesa do Valência CF era um dos líderes naturais em campo. Não se encolhia de nenhuma bola e ralhava com tudo e com todos se fosse preciso. Exigia o máximo de concentração e aplicava-se ao máximo por cada lance. É daqueles jogadores que sentia a camisola. Penso que os seus berros podem fazer falta a Veloso, Abel, etc. Ainda mais com a entrada do guarda-redes Stojkovic, Caneira seria fundamental para ajudar o sérvio no comando da defesa.
Em Portugal não se liga muito a esses tais líderes em campo. Olhamos para Itália, onde cada jogador joga até perto dos quarenta anos e onde vemos muitos defesas com trinta e muitos anos a jogarem com regularidade, pela liderança e sentido de equipa que entregam ao jogo. Olhamos para Inglaterra, onde muito jogadores estão anos e anos na mesma equipa e vêm os seus colegas da defesa, do meio-campo ou do ataque mudar e eles a continuarem intocáveis, a ensinarem os mais jovens a cultura do clube e da própria liga.
Porque o futebol não é só o que se vê dentro de campo.
Um jogo ganha-se em campo.
Um campeonato ganha-se no balneário.
Quaresma ou como a cabeça manda nos pés
Confesso: Ricardo Quaresma é neste momento um dos meus jogadores de eleição.
O extremo do FC Porto conseguiu aliar todo o talento que sempre lhe foi reconhecido á maturidade e experiência que em muitos momentos da sua curta carreira lhe fizeram tanta falta.
É fácil perceber quando um jogador pode ser muito melhor do que é. É fácil reconhecer quais os jogadores com potencial para mais. Mas fundamental mesmo é que esse jogador se aperceba que pode ser bem melhor do que aquilo que é. É aí que entra a determinação e a ambição do próprio jogador.
Quaresma apercebeu-se de que podia ser um jogador de outro nível. Podia ser mais do que o miúdo que com a bola até fazia umas fintas e umas trivelas (os seus treinadores das camadas jovens do Sporting dizem que sempre as fez), mas que perdia a bola demasiadas vezes, que reagia mal ás substituições (o jogo com o Sporting em Alvalade em 2005-2006 ainda ameaçou devolver o velho Quaresma aos relvados, quando reagiu muito mal á substituição feita por Co Adriaanse).
Quaresma agora é um jogador maduro, experiente. Mais racional, menos emocional.
Sabe quando soltar a bola, sabe que se forem os outros a marcar também conta para a sua equipa. Desdobra-se em assistências e golos de levantar o estádio. É para mim o mais espectacular jogador do campeonato português e pode (e deve!) aspirar a outros voos, porque tirando 4 ou 5 equipas no mundo, penso que seria titular e jogador fulcral e todas as outras (que usem extremos puros, bem ao seu jeito)!
É de destacar o trabalho de treinadores como Co Adriaanse, Scolari e até Jesualdo Ferreira, que foram fundamentais neste processo de crescimento de Quaresma.
Que o melhor Quaresma se afirme na Selecção e continue a encantar os adeptos!
O extremo do FC Porto conseguiu aliar todo o talento que sempre lhe foi reconhecido á maturidade e experiência que em muitos momentos da sua curta carreira lhe fizeram tanta falta.
É fácil perceber quando um jogador pode ser muito melhor do que é. É fácil reconhecer quais os jogadores com potencial para mais. Mas fundamental mesmo é que esse jogador se aperceba que pode ser bem melhor do que aquilo que é. É aí que entra a determinação e a ambição do próprio jogador.
Quaresma apercebeu-se de que podia ser um jogador de outro nível. Podia ser mais do que o miúdo que com a bola até fazia umas fintas e umas trivelas (os seus treinadores das camadas jovens do Sporting dizem que sempre as fez), mas que perdia a bola demasiadas vezes, que reagia mal ás substituições (o jogo com o Sporting em Alvalade em 2005-2006 ainda ameaçou devolver o velho Quaresma aos relvados, quando reagiu muito mal á substituição feita por Co Adriaanse).
Quaresma agora é um jogador maduro, experiente. Mais racional, menos emocional.
Sabe quando soltar a bola, sabe que se forem os outros a marcar também conta para a sua equipa. Desdobra-se em assistências e golos de levantar o estádio. É para mim o mais espectacular jogador do campeonato português e pode (e deve!) aspirar a outros voos, porque tirando 4 ou 5 equipas no mundo, penso que seria titular e jogador fulcral e todas as outras (que usem extremos puros, bem ao seu jeito)!
É de destacar o trabalho de treinadores como Co Adriaanse, Scolari e até Jesualdo Ferreira, que foram fundamentais neste processo de crescimento de Quaresma.
Que o melhor Quaresma se afirme na Selecção e continue a encantar os adeptos!
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Bruno Alves, o Carlos Martins da defesa
Bruno Alves, central do FC Porto, disse esta semana ao jornal Record que quer ser uma referência do seu clube e ganhar o seu espaço na Selecção. Disse também que sempre foi um jogador maduro e que se sente preparado para ser o capitão do FC Porto.
Depois de algumas épocas mais irregulares, o central de 25 anos parece estar a ganhar o seu espaço no clube.
Bruno Alves atravessa aquela fase da sua carreira em que vai decidir que jogador quer ser.
Que Bruno Alves vamos ver?
O Bruno Alves que fez uma época de grande nível, que formou com Pepe uma dupla muito coesa a defender e perigosa na área adversária (e não na sua, como acontece com muitas). O Bruno Alves que chegou inclusive á Selecção A, com toda a justiça. O Bruno Alves que foi promovido a um dos capitães do FC Porto, por representar o jogador formado no clube, a mística do clube e teórico herdeiro de Jorge Costa.
Ou o Bruno Alves que foi acusado por muitos de ser um típico defesa caceteiro, que se limitava a bater em tudo o que mexia e que nada tinha de construtivo. O Bruno Alves que levou um sem fim de cartões, quer por jogo perigoso quer por indisciplina. O Bruno Alves de quem nem a maioria dos adeptos do FC Porto gostava ou achava ter condições para se manter sequer no plantel quanto mais ser titular!
Tal como Carlos Martins, Bruno Alves foi em tempos uma grande promessa portuguesa, chegando-se inclusivamente a falar do interesse do Inter de Milão quando tinha apenas 18 anos e alinhava no FC Porto B. Optei por comparar ambos os jogadores porque em ambos foi reconhecido muito potencial e acabaram por tardar em afirmar-se. Ambos parecem reunir condições técnicas e físicas para chegarem longe. Falta agora definir a parte psicológica. E é aí que me parece que são diferentes: Carlos Martins parece não ter vontade de fazer mais, achar-se demasiado bom para sujar os calções como os outros jogadores, parece achar que só quando a bola lhe chega aos pés é que é a sua hora de trabalhar; por outro lado Bruno Alves tem vontade de trabalhar e de melhorar, mas perde-se em actos infantis (a sua expulsão no último amigável contra o Genk é completamente imatura) e em agressões (como a que fez a Nuno Gomes á algum tempo atrás).
Ambos estão com 25 anos e está na hora de provarem se são dignos de voltar á Selecção A ou não passam de promessas falhadas.
A próxima época dir-me-á qual é a resposta.
Depois de algumas épocas mais irregulares, o central de 25 anos parece estar a ganhar o seu espaço no clube.
Bruno Alves atravessa aquela fase da sua carreira em que vai decidir que jogador quer ser.
Que Bruno Alves vamos ver?
O Bruno Alves que fez uma época de grande nível, que formou com Pepe uma dupla muito coesa a defender e perigosa na área adversária (e não na sua, como acontece com muitas). O Bruno Alves que chegou inclusive á Selecção A, com toda a justiça. O Bruno Alves que foi promovido a um dos capitães do FC Porto, por representar o jogador formado no clube, a mística do clube e teórico herdeiro de Jorge Costa.
Ou o Bruno Alves que foi acusado por muitos de ser um típico defesa caceteiro, que se limitava a bater em tudo o que mexia e que nada tinha de construtivo. O Bruno Alves que levou um sem fim de cartões, quer por jogo perigoso quer por indisciplina. O Bruno Alves de quem nem a maioria dos adeptos do FC Porto gostava ou achava ter condições para se manter sequer no plantel quanto mais ser titular!
Tal como Carlos Martins, Bruno Alves foi em tempos uma grande promessa portuguesa, chegando-se inclusivamente a falar do interesse do Inter de Milão quando tinha apenas 18 anos e alinhava no FC Porto B. Optei por comparar ambos os jogadores porque em ambos foi reconhecido muito potencial e acabaram por tardar em afirmar-se. Ambos parecem reunir condições técnicas e físicas para chegarem longe. Falta agora definir a parte psicológica. E é aí que me parece que são diferentes: Carlos Martins parece não ter vontade de fazer mais, achar-se demasiado bom para sujar os calções como os outros jogadores, parece achar que só quando a bola lhe chega aos pés é que é a sua hora de trabalhar; por outro lado Bruno Alves tem vontade de trabalhar e de melhorar, mas perde-se em actos infantis (a sua expulsão no último amigável contra o Genk é completamente imatura) e em agressões (como a que fez a Nuno Gomes á algum tempo atrás).
Ambos estão com 25 anos e está na hora de provarem se são dignos de voltar á Selecção A ou não passam de promessas falhadas.
A próxima época dir-me-á qual é a resposta.
Copa América – Balanço
Com justiça ou não, a verdade é que foi mesmo o Brasil quem ganhou a Copa América 2007. Se a essa vitória acrescentar-mos que ganhou na final por 3-0 á rival Argentina, mesmo abdicando de Kaká, Ronaldinho, Adriano, Ronaldo, entre outros, qualquer um diria que foi um grande Brasil aquele que venceu o torneio na Venezuela. Mas não foi bem assim.
Tal como comenta a imprensa brasileira, nem mesmo Dunga esperaria ter na final um jogo tão bem conseguido. Com a derrota no primeiro jogo contra o México, vieram as críticas, de todos os cantos do mundo, para a equipa técnica brasileira, para o seu estilo de jogo e aos seus jogadores. Apesar de todas as contrariedades e mau clima o Brasil acabou por vencer o torneio frente á super-favorita Argentina, que teve um percurso perfeito até chegar á final, ganhando todos os jogos e praticando um futebol de alto nível. Dunga conseguiu retirar o melhor de Júlio Baptista, conseguiu unir o plantel sobe o comando de Gilberto Silva, contou com o contributo (e de que maneira!) de Robinho e o Brasil levou a taça! A Argentina apresentou-se na competição com um Messi em clara evolução, estando já entre os melhores jogadores do Mundo, com um Riquelme em grande forma (por culpa da responsabilidade e influência que ele tanto precisa para brilhar), com um reciclado Verón que não perdeu as suas grandes qualidades de passe e temporização de jogo, com uma dupla Mascherano-Cambiasso a destruir tudo o que por ali tentava passar, com um Zanetti a mostrar que ainda é dos melhores do mundo na sua posição e com um Gabriel Milito a mostrar o porquê do FC Barcelona investir nele, entre outros.
O México garantiu o terceiro lugar na prova, justíssimo diga-se, através de um bom futebol de equipa e de um treinador que sabe transmitir muita união e sentido de responsabilidade aos jogadores que coloca em campo. Destacaram-se Castillo (que grande avançado que está aqui! Muito móvel, gosta de provocar os adversários e não tem medo de ir para cima deles, procura golos, faz assistências…), Andrés Guardado mostrou que está mais experiente e influente do que o miúdo que era no Mundial da Alemanha, Omar Bravo e Blanco acrescentam um toque da picardia sul-americana ao ataque. O Uruguai fez também uma boa prova, liderados por Lugano, Pablo Garcia e Forlán, a verdadeira surpresa foi o goleador Abreu.
Robinho foi (com toda a justiça, afinal foi o maior responsável pela vitória do Brasil) o melhor jogador e melhor marcador e regressa assim a Madrid com as baterias recarregadas de motivação, ele que bem precisa de quem lhe dê carinho e o encoraje a jogar tudo o que sabe…
Tal como comenta a imprensa brasileira, nem mesmo Dunga esperaria ter na final um jogo tão bem conseguido. Com a derrota no primeiro jogo contra o México, vieram as críticas, de todos os cantos do mundo, para a equipa técnica brasileira, para o seu estilo de jogo e aos seus jogadores. Apesar de todas as contrariedades e mau clima o Brasil acabou por vencer o torneio frente á super-favorita Argentina, que teve um percurso perfeito até chegar á final, ganhando todos os jogos e praticando um futebol de alto nível. Dunga conseguiu retirar o melhor de Júlio Baptista, conseguiu unir o plantel sobe o comando de Gilberto Silva, contou com o contributo (e de que maneira!) de Robinho e o Brasil levou a taça! A Argentina apresentou-se na competição com um Messi em clara evolução, estando já entre os melhores jogadores do Mundo, com um Riquelme em grande forma (por culpa da responsabilidade e influência que ele tanto precisa para brilhar), com um reciclado Verón que não perdeu as suas grandes qualidades de passe e temporização de jogo, com uma dupla Mascherano-Cambiasso a destruir tudo o que por ali tentava passar, com um Zanetti a mostrar que ainda é dos melhores do mundo na sua posição e com um Gabriel Milito a mostrar o porquê do FC Barcelona investir nele, entre outros.
O México garantiu o terceiro lugar na prova, justíssimo diga-se, através de um bom futebol de equipa e de um treinador que sabe transmitir muita união e sentido de responsabilidade aos jogadores que coloca em campo. Destacaram-se Castillo (que grande avançado que está aqui! Muito móvel, gosta de provocar os adversários e não tem medo de ir para cima deles, procura golos, faz assistências…), Andrés Guardado mostrou que está mais experiente e influente do que o miúdo que era no Mundial da Alemanha, Omar Bravo e Blanco acrescentam um toque da picardia sul-americana ao ataque. O Uruguai fez também uma boa prova, liderados por Lugano, Pablo Garcia e Forlán, a verdadeira surpresa foi o goleador Abreu.
Robinho foi (com toda a justiça, afinal foi o maior responsável pela vitória do Brasil) o melhor jogador e melhor marcador e regressa assim a Madrid com as baterias recarregadas de motivação, ele que bem precisa de quem lhe dê carinho e o encoraje a jogar tudo o que sabe…
terça-feira, 17 de julho de 2007
Aquele cheirinho a Portugal
A prestação de Portugal no Mundial de Sub-20 foi lamentável e vergonhosa. Por muito que o senhor Couceiro tente demonstrar o lado positivo da nossa participação (se é que o há), nenhum português pode (nem consegue) estar satisfeito com este Portugal que esteve no Canadá. Havia "matéria-prima" para muito mais. O problema das selecções jovens portuguesas não é de nível táctico, não é de nível físico, nem técnico. É a componente psicológica que tem vindo a tramar as várias selecções nacionais de futebol. A única excepção é a Selecção A, onde Scolari promove um trabalho psicológico muito intenso com cada um dos jogadores e com o grupo como um todo. Scolari conseguiu transformar a selecção de Portugal em mais do que uma equipa, numa família. Inseriu um ambiente familiar em que todos gostam de participar e se sentem bem individualmente, embora seja sempre claro que a equipa e o conjunto está á frente de tudo. É esse misto de satisfação pessoal com entrega ao objectivo comum do grupo que torna a selecção principal de Portugal uma das mais fortes do mundo. Olhamos para a selecção sub-21 vemos um conjunto de estrelas que não funcionam simultaneamente, com um treinador no banco que não sabe aproveitar o trabalho feito nos clubes e aplicá-lo na selecção, visto que não há tempo para criar um modelo e estrutura própria; olhamos para a selecção sub-20 e vemos uma equipa sem entrosamento, individualista, previsível, sem alma, sem garra, sem vontade de vencer. Começam os jogos “a dormir” como disse Feliciano Condesso, acabam os jogos bem acordados. Pudera!
Isto para já não falar da indisciplina. Acho que não há muito a dizer: os jogadores portugueses são burros. São azeiteiros, imaturos e se eu fosse chileno também me ria das toliçes dos caxopos que lá estava vestidos de branco.
Discordo de Couceiro quando diz que não vê o porquê de lhe perguntarem se acha que tem condições de continuar na selecção. É preciso sangue novo nos sub-21. E isso tem de começar pelo banco.
Isto para já não falar da indisciplina. Acho que não há muito a dizer: os jogadores portugueses são burros. São azeiteiros, imaturos e se eu fosse chileno também me ria das toliçes dos caxopos que lá estava vestidos de branco.
Discordo de Couceiro quando diz que não vê o porquê de lhe perguntarem se acha que tem condições de continuar na selecção. É preciso sangue novo nos sub-21. E isso tem de começar pelo banco.
domingo, 8 de julho de 2007
A convocatória de José Couceiro
Não é preciso perceber muito de bola para ver que a convocatória de Couceiro não está muito bem estruturada.
Vejamos:
Convocou 3 guarda-redes, Rui Patrício, Igor Araújo e Ricardo Janota. Certíssimo.
Convocou 3 centrais (Paulo Renato, João Pedro e Steven Vitória), 2 laterais direitos (Mano e Pedro Correia, mais Vítor Gomes que também pode lá jogar) e 2 laterais esquerdos (Antunes e André Marques). Até aqui tudo bem!
No meio-campo e ataque residem os principais desequilíbrios. Convocou 4 médios defensivos que pouco jogo organizam (Nuno Coelho, Pelé, Zezinando e Feliciano Condensso), um médio ofensivo (Bruno Pereirinha) e um médio-centro (Vítor Gomes). Quando Pereirinha não joga o esperado (como tem acontecido) ficamos sem opções para médio mais adiantado, porque qualquer um dos outros 5 médios não sabe pegar na bola e criar grandes ocasiões de perigo. Por outro lado temos excesso de jogadores restritamente destrutivos. Se precisarmos de acrescentar criatividade ao meio-campo, não restam grandes opções…
No ataque surgem novas lacunas. Couceiro convocou 2 extremos de raiz (Fábio Coentrão e Bruno Gama) e 3 pontas-de-lança. Ora sabendo que Portugal joga com 2 extremos e apenas 1 ponta-de-lança não faz sentido ter 2 pontas-de-lança no banco e nenhum extremo. Pior ainda é o facto de o única ponta-de-lança que pode talvez jogar a extremo seja o titular (Zéquinha)!
Se a tudo isto acrescentar-mos as ausências de João Ribeiro e David Caiado (extremos…) torna-se claro que podia ter sido feito uma convocatória mais estruturada.
Parece-me que Couceiro não conta com Diogo Tavares, logo poderia ter abdicado de um dos avançados de recurso (Guedes e Tavares) em detrimento de um desses 2 extremos (Ribeiro e Caiado).
Mas pronto, vamos ver como corre…
Vejamos:
Convocou 3 guarda-redes, Rui Patrício, Igor Araújo e Ricardo Janota. Certíssimo.
Convocou 3 centrais (Paulo Renato, João Pedro e Steven Vitória), 2 laterais direitos (Mano e Pedro Correia, mais Vítor Gomes que também pode lá jogar) e 2 laterais esquerdos (Antunes e André Marques). Até aqui tudo bem!
No meio-campo e ataque residem os principais desequilíbrios. Convocou 4 médios defensivos que pouco jogo organizam (Nuno Coelho, Pelé, Zezinando e Feliciano Condensso), um médio ofensivo (Bruno Pereirinha) e um médio-centro (Vítor Gomes). Quando Pereirinha não joga o esperado (como tem acontecido) ficamos sem opções para médio mais adiantado, porque qualquer um dos outros 5 médios não sabe pegar na bola e criar grandes ocasiões de perigo. Por outro lado temos excesso de jogadores restritamente destrutivos. Se precisarmos de acrescentar criatividade ao meio-campo, não restam grandes opções…
No ataque surgem novas lacunas. Couceiro convocou 2 extremos de raiz (Fábio Coentrão e Bruno Gama) e 3 pontas-de-lança. Ora sabendo que Portugal joga com 2 extremos e apenas 1 ponta-de-lança não faz sentido ter 2 pontas-de-lança no banco e nenhum extremo. Pior ainda é o facto de o única ponta-de-lança que pode talvez jogar a extremo seja o titular (Zéquinha)!
Se a tudo isto acrescentar-mos as ausências de João Ribeiro e David Caiado (extremos…) torna-se claro que podia ter sido feito uma convocatória mais estruturada.
Parece-me que Couceiro não conta com Diogo Tavares, logo poderia ter abdicado de um dos avançados de recurso (Guedes e Tavares) em detrimento de um desses 2 extremos (Ribeiro e Caiado).
Mas pronto, vamos ver como corre…
As agradáveis surpresas do Mundial Sub-20
Tem sido um bom Mundial, com bons jogadores e algumas boas equipas.
Naturalmente, alguns jogadores se têm destacado.
Giovani dos Santos
Fiquei de boca aberta com o miúdo que encantou o mundo no Mundial de Sub-17 ao serviço do México. Rabo-de-cavalo, bola no pé esquerdo, todo o jogo da selecção passava por ele. Considero que foi injusto não ter sido ele o melhor jogador desse torneio (acabou por ser Anderson) porque foi o jogador mais influente e decisivo. Surgiu neste Mundial sub-20 um jogador um pouco diferente. Mais maduro, menos individualista. Agora preocupa-se menos em jogar sozinho e mais em pôr a equipa a jogar. Mas tem realmente pormenores de génio (e Paulo Renato que o diga). É agora um jogador experiente (o penalty que arrancou contra Portugal é prova disso…) e sabe o que fazer com a bola. Tem muito futuro.
Outros destaques da sua selecção: Carlos Vela, Jorge Hernandez, Patrício Araujo, Blanco
Freddy Adu
Confesso que sempre me mantive um pouco de "pé atrás" com este jogador. Saltar para a ribalta com 14 anos normalmente pode pôr em risco a progressão de um jogador, porque nem todos os jogadores sabem gerir o impacto mediático que têm. Mas Adu está um jogador fenomenal! Muito poderoso (apesar de baixo), já não é o miúdo gordito que era, tem muita massa muscular, é rapidíssimo, tem muita técnica e tem a picardia do futebol africano. Tem feito exibições e golos de encher o olho e juntamente com Altidore, Szetela e Zizzo têm sido os grandes impulsionadores de uma das equipas-sensação do Mundial, os EUA. Se com 18 anos (feitos á pouco mais de um mês) já tem esta qualidade, arrisco a dizer que serão muitos os que saberão o seu nome no futuro…
Outros destaques da sua selecção: Zizzo, Altidore, Szetela
Sérgio Aguero
É a figura máxima da fortíssima selecção Argentina. O camisola 10 (que tanto significado tem no país das Pampas) da selecção de Hugo Tocalli é um avançado móvel, faz a ligação entre os médios e o ponta-de-lança. Mas curiosamente quem tem sido o goleador da equipa é ele. Bom nos livres, sempre muito dinâmico e criativo. É pena não ter um pouco mais de força física, mas compensa isso com muita agilidade, que faz com que seja muito difícil aplicar-lhe marcação individual. Aguero, Banega e Maxi Moralez têm sido a base do sucesso desta selecção.
Outros destaques da sua selecção: Banega, Maxi Moralez
Alexandre Pato
Confesso que não tenho gostado nada da selecção do Brasil. Parece-me desinspirada, pouco unida, cada jogador a jogar para si. Em tão negro cenário, apenas Alexandre Pato, prodígio de 17 anos do Internacional de Portalegre me parece contrariar um pouco a maré. É um avançado móvel, joga nas costas de Jô e dá muito trabalho á defesa, porque é rapidíssimo e tem uma técnica assinalável. Embora ache que não fez uma boa exibição contra os EUA (quem fez?), penso que na sua selecção é dos poucos que pensa primeiro na equipa e depois em si. Se aliarmos essa boa atitude ao seu talento natural obtemos a explicação para esta nota de destaque.
Outros destaques da sua selecção: Como disse não tenho gostado da selecção brasileira. Mas acho que as boas exibições de Amaral merecem ser apontadas.
Edinson Cavani
Que belo avançado! Este avançado tem sido a bandeira da sua selecção. Á alguns meses atrás falou-se do interesse do Real Madrid CF neste jogador, o que mostra que já é seguido pelos grandes clubes. O capitão da selecção do Uruguai é um avançado combativo (como a maioria dos sul-americanos) e com instinto goleador!
Outros destaques da sua selecção: Cardaccio
Espero pôr aqui jogadores da nossa selecção nos próximos tempos.
Basta eles darem-me razões para tal...
Naturalmente, alguns jogadores se têm destacado.
Giovani dos Santos
Fiquei de boca aberta com o miúdo que encantou o mundo no Mundial de Sub-17 ao serviço do México. Rabo-de-cavalo, bola no pé esquerdo, todo o jogo da selecção passava por ele. Considero que foi injusto não ter sido ele o melhor jogador desse torneio (acabou por ser Anderson) porque foi o jogador mais influente e decisivo. Surgiu neste Mundial sub-20 um jogador um pouco diferente. Mais maduro, menos individualista. Agora preocupa-se menos em jogar sozinho e mais em pôr a equipa a jogar. Mas tem realmente pormenores de génio (e Paulo Renato que o diga). É agora um jogador experiente (o penalty que arrancou contra Portugal é prova disso…) e sabe o que fazer com a bola. Tem muito futuro.
Outros destaques da sua selecção: Carlos Vela, Jorge Hernandez, Patrício Araujo, Blanco
Freddy Adu
Confesso que sempre me mantive um pouco de "pé atrás" com este jogador. Saltar para a ribalta com 14 anos normalmente pode pôr em risco a progressão de um jogador, porque nem todos os jogadores sabem gerir o impacto mediático que têm. Mas Adu está um jogador fenomenal! Muito poderoso (apesar de baixo), já não é o miúdo gordito que era, tem muita massa muscular, é rapidíssimo, tem muita técnica e tem a picardia do futebol africano. Tem feito exibições e golos de encher o olho e juntamente com Altidore, Szetela e Zizzo têm sido os grandes impulsionadores de uma das equipas-sensação do Mundial, os EUA. Se com 18 anos (feitos á pouco mais de um mês) já tem esta qualidade, arrisco a dizer que serão muitos os que saberão o seu nome no futuro…
Outros destaques da sua selecção: Zizzo, Altidore, Szetela
Sérgio Aguero
É a figura máxima da fortíssima selecção Argentina. O camisola 10 (que tanto significado tem no país das Pampas) da selecção de Hugo Tocalli é um avançado móvel, faz a ligação entre os médios e o ponta-de-lança. Mas curiosamente quem tem sido o goleador da equipa é ele. Bom nos livres, sempre muito dinâmico e criativo. É pena não ter um pouco mais de força física, mas compensa isso com muita agilidade, que faz com que seja muito difícil aplicar-lhe marcação individual. Aguero, Banega e Maxi Moralez têm sido a base do sucesso desta selecção.
Outros destaques da sua selecção: Banega, Maxi Moralez
Alexandre Pato
Confesso que não tenho gostado nada da selecção do Brasil. Parece-me desinspirada, pouco unida, cada jogador a jogar para si. Em tão negro cenário, apenas Alexandre Pato, prodígio de 17 anos do Internacional de Portalegre me parece contrariar um pouco a maré. É um avançado móvel, joga nas costas de Jô e dá muito trabalho á defesa, porque é rapidíssimo e tem uma técnica assinalável. Embora ache que não fez uma boa exibição contra os EUA (quem fez?), penso que na sua selecção é dos poucos que pensa primeiro na equipa e depois em si. Se aliarmos essa boa atitude ao seu talento natural obtemos a explicação para esta nota de destaque.
Outros destaques da sua selecção: Como disse não tenho gostado da selecção brasileira. Mas acho que as boas exibições de Amaral merecem ser apontadas.
Edinson Cavani
Que belo avançado! Este avançado tem sido a bandeira da sua selecção. Á alguns meses atrás falou-se do interesse do Real Madrid CF neste jogador, o que mostra que já é seguido pelos grandes clubes. O capitão da selecção do Uruguai é um avançado combativo (como a maioria dos sul-americanos) e com instinto goleador!
Outros destaques da sua selecção: Cardaccio
Espero pôr aqui jogadores da nossa selecção nos próximos tempos.
Basta eles darem-me razões para tal...
sábado, 7 de julho de 2007
Portugal no Mundial Sub-20
Confesso que a selecção de todos nós têm sido uma pequena desilusão para mim durante este Mundial Sub-20. Neste Mundial deparei-me com uma selecção portuguesa muito individualista, pouco unida e entrosada, com pouco querer, pouca entrega ao jogo, pouca fibra.
Contra a Nova Zelândia, a vitória por 2-0. Tudo bem, ganhámos. Mas não fizemos uma exibição por aí além contra um adversário que é sério candidato a pior equipa do torneio. Salvo os rasgos de Coentrão, as voltinhas com a bola de Pelé e o espírito batalhador de Zéquinha, pouco mais houve de positivo. Claro, Bruno Gama com 2 golos também foi nota de destaque. Mas eu esperava mais desta selecção.
Contra o México, sinto-me obrigado a estar conformado. Embora a selecção azteca nos seja um pouco inferior em termos de qualidade individual estamos a anos-luz da qualidade e volume de jogo da selecção de Jesus Ramírez. São realmente fortíssimos e, na minha opinião, são os grandes favoritos a ganhar o torneio, a par da Argentina de Aguero e Banega. Jogam um futebol adulto, defendem com garra, são muito unidos e nota-se que jogam juntos á muito tempo. Fecham os olhos e sabem onde está o génio de Giovani ou a classe de Vela. Aliando esse espírito de equipa ao talento natural do camisola 10 e companhia, deparamo-nos com uma equipa muito coesa e perigosa.
Um pequeno balanço e avaliação individual aos jogadores de Portugal:
Rui Patrício
Sem culpas nos golos sofridos até agora, tem transmitido a segurança que já é uma das suas imagens de marca. Penso que o seu clube e a selecção nacional podem ter aqui um futuro Petr Cech, pela estatura física e pela voz de comando que exerce. Muito bom nas bolas áreas, é igualmente ágil nas bolas mais baixas. Terá de melhorar as saídas da baliza, embora me pareça igualmente muito bom a jogar com os pés.
Mano
Defensivamente não me parece dar muitas garantias, mas parece-me que se integra bem na manobra ofensiva fazendo inclusive boas combinações com Bruno Gama. Com um trabalho defensivo mais intenso pode tornar-se um bom defesa direito, embora me pareça que tem ainda um longo percurso a percorrer.
Paulo Renato
Parece-me que tem qualidade e até alguma experiência, embora estivesse á espera de um pouco mais deste jogador. Anulou muito bem Giovani dos Santos durante a primeira parte do jogo com o México, mas na segunda parte acusou alguma ansiedade e viu o prodígio do FC Barcelona ultrapassá-lo muitas vezes. Demasiadas vezes. Depois aquele penalty mal assinalado (é claríssimo que a falta começa fora da área) também não deve ter ajudado e acabou por aumentar o nervosismo do defesa central do Sporting. Demonstrou serenidade na maior parte do tempo e bastante á vontade a sair a jogar, como se pede a um central moderno.
João Pedro
Não percebo como é que este jogador é titular na nossa selecção. Aliás, até percebo. Não existem muitas alternativas na convocatória, que me parece mal elaborada (assunto que desenvolverei mais á frente). Tosco, “pedreiro” como é comum chamar, não me parece ter qualidade suficiente para chegar longe. É do Futebol Clube do Porto? Quem diria…
Antunes
Que ascensão meteórica a deste jovem! É um jogador que gosto. Ataca bem e também sabe defender. Não me parece que tenha grande posicionamento defensivo, nem tão pouco com estrutura física que possa impor ao adversário, porque é baixinho. Mas penso que compensa tudo isso com muita agressividade e determinação na disputa das bolas. Terá de melhorar alguns aspectos tácticos e de construção de jogo (mete sempre a bola no extremo esquerdo Fábio Coentrão, o que faz com que os adversários cedo se apercebam qual o movimento que o jogador vai fazer e se torne previsível). É uma clara mais valia nos livres (tem vindo a tornar-se um verdadeiro especialista).
Nuno Coelho
Parece-me um jogador mediano. Se por um lado consegue ganhar algumas bolas em antecipação e defende bem, por outro não oferece qualquer mais valia ofensiva, visto só destruir. Espero que me surpreenda nos próximos jogos e me mostre o porquê de estar referenciado pelo Valência CF.
Pelé
É inegável que tem talento. Mas tem muito a melhorar se quiser realmente tornar-se um jogador de top. Tem de ser mais prático e menos espectacular. Até porque nunca se pode esquecer da posição que ocupa. É um médio com um estilo semelhante a Manuel Fernandes, embora sem a eficácia do jogador do Benfica. Tem uma saudável agressividade, mas parece-me precipitado na hora do passe e até do remate (exagera nos remates de longe). Um talento a lapidar.
Pereirinha
Ás vezes parece desligar do jogo. Parece-me um génio incompreendido nesta equipa. Parece-me que a equipa não tem tanta confiança nele como ele merece. Quando não tem a bola, procurar abrir linhas de passe, procura abrir o jogo (até porque não é um médio ofensivo estático mas sim um médio ofensivo que caí nos flancos de modo a criar desequilíbrios) mas não lhe passam a bola tantas vezes quanto deviam. Decide quase sempre bem na hora do passe todavia penso que devia arriscar mais vezes o remate e tentar ser mais decisivo na procura do golo.
Fábio Coentrão
Ai está um jogador complicado. Ora bem: por um lado parece-me ter um pé esquerdo de grande qualidade, tem velocidade, tem picardia, gosta de ter a bola e de ir para cima dos adversários, não se importa de ser ele a assumir o jogo e a procurar resolvê-lo. Por outro lado, é egoísta e pensa que joga sozinho. Tem mau feitio, é resmungão e tem demasiados tiques de vedeta para o meu gosto. Se apanhar um treinador que lhe saiba mostrar que acima dele está a equipa pode tornar-se um jogador de Top nacional e até internacional, porque tem talento para isso. Caso contrário não irá longe, o que será uma pena.
Bruno Gama
Faz-me lembrar o Figo, nas devidas proporções. É um bom líder, é eficaz, cruza bem e gosta de ter influência na equipa. Terá de melhorar o timming de soltar a bola, mas parece-me muito mais maduro que o extremo do lado oposto. Podemos ter aqui um caso sério e penso que tem já condições para integrar o plantel do FC Porto (embora isso não ir acontecer).
Zéquinha
Possui bons pés mas a sua principal arma é o espírito de sacrifício. Batalhador, parece-me indicado para uma táctica de dois avançados, visto derivar muito bem para os dois flancos (sobretudo o esquerdo) de onde inclusive faz muitos cruzamentos. Porém, Portugal joga só com um avançado. O que faz com que este jovem do FC Porto lute na frente de ataque… sozinho. Não é avançado para esta táctica. Penso que seria preferível deixá-lo no banco e utilizá-lo durante o jogo como alternativa a Coentrão ou Gama. Terá de melhorar a sua capacidade de dosear o esforço.
Outros
Quanto a guarda-redes penso que Igor Araújo e Ricardo Janota estão bastante abaixo de Rui Patrício. Na defesa, Pedro Correia e André Marques podem ser boas alternativas, porque ambos defendem melhor que os laterais titulares, mas não são tão dinâmicos ofensivamente. Não conheço suficientemente o Steven Vitória para falar dele. No meio-campo, Vítor Gomes parece-me um jogador banal enquanto Zezinando e Feliciano Condensso podem ser boas opções. Penso que o jogador do Sporting pode tornar-se uma boa surpresa no futuro. Faz-me lembrar o Makélélé, pelas semelhanças físicas, pelo bom sentido posicional e pela liderança, mas tem de se tornar mais eficaz em termos de construção de jogo, porque embora tenha muita “garra” a defender, precipita-se algumas vezes a construir. Quanto ao médio do Villareal, dá-me a sensação que é imponente fisicamente e determinado mas um pouco limitado tecnicamente. No ataque, é inevitável salientar a falta de aposta no ponta-de-lança Diogo Tavares. Um avançado como ele não pode passar ao lado do Mundial. É um típico avançado de área, goleador. Guedes parece-me também uma boa opção, mas é demasiado semelhante ao móvel Zéquinha.
Vamos ver que surpresas nos trarão os próximos jogos (sim, espero que seja próximos e não próximo!) e espero que os jogadores que mais critiquei me calem!
Contra a Nova Zelândia, a vitória por 2-0. Tudo bem, ganhámos. Mas não fizemos uma exibição por aí além contra um adversário que é sério candidato a pior equipa do torneio. Salvo os rasgos de Coentrão, as voltinhas com a bola de Pelé e o espírito batalhador de Zéquinha, pouco mais houve de positivo. Claro, Bruno Gama com 2 golos também foi nota de destaque. Mas eu esperava mais desta selecção.
Contra o México, sinto-me obrigado a estar conformado. Embora a selecção azteca nos seja um pouco inferior em termos de qualidade individual estamos a anos-luz da qualidade e volume de jogo da selecção de Jesus Ramírez. São realmente fortíssimos e, na minha opinião, são os grandes favoritos a ganhar o torneio, a par da Argentina de Aguero e Banega. Jogam um futebol adulto, defendem com garra, são muito unidos e nota-se que jogam juntos á muito tempo. Fecham os olhos e sabem onde está o génio de Giovani ou a classe de Vela. Aliando esse espírito de equipa ao talento natural do camisola 10 e companhia, deparamo-nos com uma equipa muito coesa e perigosa.
Um pequeno balanço e avaliação individual aos jogadores de Portugal:
Rui Patrício
Sem culpas nos golos sofridos até agora, tem transmitido a segurança que já é uma das suas imagens de marca. Penso que o seu clube e a selecção nacional podem ter aqui um futuro Petr Cech, pela estatura física e pela voz de comando que exerce. Muito bom nas bolas áreas, é igualmente ágil nas bolas mais baixas. Terá de melhorar as saídas da baliza, embora me pareça igualmente muito bom a jogar com os pés.
Mano
Defensivamente não me parece dar muitas garantias, mas parece-me que se integra bem na manobra ofensiva fazendo inclusive boas combinações com Bruno Gama. Com um trabalho defensivo mais intenso pode tornar-se um bom defesa direito, embora me pareça que tem ainda um longo percurso a percorrer.
Paulo Renato
Parece-me que tem qualidade e até alguma experiência, embora estivesse á espera de um pouco mais deste jogador. Anulou muito bem Giovani dos Santos durante a primeira parte do jogo com o México, mas na segunda parte acusou alguma ansiedade e viu o prodígio do FC Barcelona ultrapassá-lo muitas vezes. Demasiadas vezes. Depois aquele penalty mal assinalado (é claríssimo que a falta começa fora da área) também não deve ter ajudado e acabou por aumentar o nervosismo do defesa central do Sporting. Demonstrou serenidade na maior parte do tempo e bastante á vontade a sair a jogar, como se pede a um central moderno.
João Pedro
Não percebo como é que este jogador é titular na nossa selecção. Aliás, até percebo. Não existem muitas alternativas na convocatória, que me parece mal elaborada (assunto que desenvolverei mais á frente). Tosco, “pedreiro” como é comum chamar, não me parece ter qualidade suficiente para chegar longe. É do Futebol Clube do Porto? Quem diria…
Antunes
Que ascensão meteórica a deste jovem! É um jogador que gosto. Ataca bem e também sabe defender. Não me parece que tenha grande posicionamento defensivo, nem tão pouco com estrutura física que possa impor ao adversário, porque é baixinho. Mas penso que compensa tudo isso com muita agressividade e determinação na disputa das bolas. Terá de melhorar alguns aspectos tácticos e de construção de jogo (mete sempre a bola no extremo esquerdo Fábio Coentrão, o que faz com que os adversários cedo se apercebam qual o movimento que o jogador vai fazer e se torne previsível). É uma clara mais valia nos livres (tem vindo a tornar-se um verdadeiro especialista).
Nuno Coelho
Parece-me um jogador mediano. Se por um lado consegue ganhar algumas bolas em antecipação e defende bem, por outro não oferece qualquer mais valia ofensiva, visto só destruir. Espero que me surpreenda nos próximos jogos e me mostre o porquê de estar referenciado pelo Valência CF.
Pelé
É inegável que tem talento. Mas tem muito a melhorar se quiser realmente tornar-se um jogador de top. Tem de ser mais prático e menos espectacular. Até porque nunca se pode esquecer da posição que ocupa. É um médio com um estilo semelhante a Manuel Fernandes, embora sem a eficácia do jogador do Benfica. Tem uma saudável agressividade, mas parece-me precipitado na hora do passe e até do remate (exagera nos remates de longe). Um talento a lapidar.
Pereirinha
Ás vezes parece desligar do jogo. Parece-me um génio incompreendido nesta equipa. Parece-me que a equipa não tem tanta confiança nele como ele merece. Quando não tem a bola, procurar abrir linhas de passe, procura abrir o jogo (até porque não é um médio ofensivo estático mas sim um médio ofensivo que caí nos flancos de modo a criar desequilíbrios) mas não lhe passam a bola tantas vezes quanto deviam. Decide quase sempre bem na hora do passe todavia penso que devia arriscar mais vezes o remate e tentar ser mais decisivo na procura do golo.
Fábio Coentrão
Ai está um jogador complicado. Ora bem: por um lado parece-me ter um pé esquerdo de grande qualidade, tem velocidade, tem picardia, gosta de ter a bola e de ir para cima dos adversários, não se importa de ser ele a assumir o jogo e a procurar resolvê-lo. Por outro lado, é egoísta e pensa que joga sozinho. Tem mau feitio, é resmungão e tem demasiados tiques de vedeta para o meu gosto. Se apanhar um treinador que lhe saiba mostrar que acima dele está a equipa pode tornar-se um jogador de Top nacional e até internacional, porque tem talento para isso. Caso contrário não irá longe, o que será uma pena.
Bruno Gama
Faz-me lembrar o Figo, nas devidas proporções. É um bom líder, é eficaz, cruza bem e gosta de ter influência na equipa. Terá de melhorar o timming de soltar a bola, mas parece-me muito mais maduro que o extremo do lado oposto. Podemos ter aqui um caso sério e penso que tem já condições para integrar o plantel do FC Porto (embora isso não ir acontecer).
Zéquinha
Possui bons pés mas a sua principal arma é o espírito de sacrifício. Batalhador, parece-me indicado para uma táctica de dois avançados, visto derivar muito bem para os dois flancos (sobretudo o esquerdo) de onde inclusive faz muitos cruzamentos. Porém, Portugal joga só com um avançado. O que faz com que este jovem do FC Porto lute na frente de ataque… sozinho. Não é avançado para esta táctica. Penso que seria preferível deixá-lo no banco e utilizá-lo durante o jogo como alternativa a Coentrão ou Gama. Terá de melhorar a sua capacidade de dosear o esforço.
Outros
Quanto a guarda-redes penso que Igor Araújo e Ricardo Janota estão bastante abaixo de Rui Patrício. Na defesa, Pedro Correia e André Marques podem ser boas alternativas, porque ambos defendem melhor que os laterais titulares, mas não são tão dinâmicos ofensivamente. Não conheço suficientemente o Steven Vitória para falar dele. No meio-campo, Vítor Gomes parece-me um jogador banal enquanto Zezinando e Feliciano Condensso podem ser boas opções. Penso que o jogador do Sporting pode tornar-se uma boa surpresa no futuro. Faz-me lembrar o Makélélé, pelas semelhanças físicas, pelo bom sentido posicional e pela liderança, mas tem de se tornar mais eficaz em termos de construção de jogo, porque embora tenha muita “garra” a defender, precipita-se algumas vezes a construir. Quanto ao médio do Villareal, dá-me a sensação que é imponente fisicamente e determinado mas um pouco limitado tecnicamente. No ataque, é inevitável salientar a falta de aposta no ponta-de-lança Diogo Tavares. Um avançado como ele não pode passar ao lado do Mundial. É um típico avançado de área, goleador. Guedes parece-me também uma boa opção, mas é demasiado semelhante ao móvel Zéquinha.
Vamos ver que surpresas nos trarão os próximos jogos (sim, espero que seja próximos e não próximo!) e espero que os jogadores que mais critiquei me calem!
Na primeira pessoa
Sempre planeie criar um blog. Um blog onde me fosse permitido mostrar a minha perspectiva sobre este ou aquele jogador, sobre esta ou aquela equipa, sobre uma táctica, um treinador, um jogo ou um torneio. Sobre futebol.
Quem me conhece sabe que devoro futebol. Interesso-me por tudo o que tenha a ver com futebol.
Jogadores, tácticas, métodos de treino, histórias, transferências. Futebol Total!
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